segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Papel da Família perante o Idoso


*Por Sara Luana Zachi, acadêmica da 4ª fase do curso de Direito da Unoesc, campus Chapecó.


O estatuto do idoso é a concretização de um sonho para milhões de idosos que vivem na miséria e no abandono sem ter acesso sequer aos direitos fundamentais presentes na nossa Constituição. O Estatuto pretende humanizar e aproximar cada vez mais o idoso de sua família e da sociedade. Todos têm um papel fundamental para a garantia dos direitos presentes neste estatuto, a comunidade, o poder público, e a família.


Especialmente perante o idoso, a família vem assumindo um papel importante e inovador, na medida em que o envelhecimento acelerado da população que estamos constatando é um processo recente e ainda pouco estudado pelas ciências sociais.


Percebemos, em nossa experiência prática, que os idosos carregam a expectativa de receberem atenção e cuidados dos filhos e netos no momento em que perderem ou tiverem suas capacidades diminuídas, sendo este um fantasma constante a perseguir e preocupar os mais velhos.


A família brasileira do terceiro milênio está cada vez mais distanciada do modelo tradicional, no qual o idoso ocupava lugar de destaque. Estamos vivendo um importante período de transição e mudanças.


Assim, se faz necessário o entendimento das transformações sociais e culturais que vêm se processando nas últimas décadas, para enfrentarmos o nosso próprio processo de envelhecimento dentro de expectativas condizentes com as novas formas de organização familiar do futuro. Há a necessidade de se manterem os vínculos afetivos entre os familiares e os idosos. Nesta fase da vida, o que o idoso necessita é sentir-se valorizado, viver com dignidade, tranquilidade e receber a atenção e o carinho da família.


Para tanto, salutar destacar que a Constituição Federal de 1988 apresenta a família como base da sociedade e coloca como dever dela, da sociedade e do Estado “amparar as pessoas idosas assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem estar e garantindo-lhes o direito a vida” (art. 230).


Neste sentido, além da sociedade e do Estado, cabe aos membros da família entender essa pessoa em seu processo de vida, de transformações, conhecer suas fragilidades, modificando sua visão e atitude sobre a velhice e colaborar para que o idoso mantenha sua posição junto ao grupo familiar.

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